Não
importa a ninguém, mas sempre cai uma primeira gota, antes de suas irmãs de
tempestade a fazerem indivisível. E também o primeiro torrão de terra a recebe-la;
torrão que não se apraz ou se amedronta; apenas retorna ao barro de manhã e da noite. Ao seu lado, infinitos irmãos e ele se unem numa massa viva que pode enganar que a assiste quanto a essa união não ser inescapável, mas nascida da
torrente.
Essa
terra segue moldada por si mesma em montanhas infindáveis, e as nuvens que a
cobrem e agora choram são mais que visitantes ou parceiras; são outro aspecto
seu. Aqui não há qualquer previsão ou anseio; nenhuma dor ou gozo. Nada quer
ser; nada pretende; tudo é – coisa tão certa de si; tão indiferente às
possibilidades que talvez a estimulassem ou sufocassem.
A terra
e a água são água e terra; as nuvens, seus prólogos e epílogos.
Intranquilo
de mim, que sou tudo, menos o homem que sou, preso em pretender por todo o
tempo. Ao menos até que, feito o torrão, a chuva também me reivindique e,
assim, a terra em que eu me una me redima dos temores que eu nunca precisei
ter.
Nenhum comentário:
Postar um comentário