quarta-feira, 11 de setembro de 2013

As Pessoas e Seus Títulos



Se não posso julgar um livro pela capa, também não pretendo ler todo o calhamaço para somente então poder opinar. Assim, temperando minha leviandade com indolência, atenho-me ao título do livro, o que não é pouco. Um título deve instigar-nos com suas metáforas, alusões e demais sutilezas. Deve aclimatar o leitor, prepara seu ânimo; consegue, com seu poder de síntese, convencer ou repudiar. Pensemos no “Sobre o Amor e Outros Demônios”, de Gabriel García Márquez, e “O Caminho das Borboletas”, de Adriane Galisteu. Convence e repudia.
Toda essa exposição pretende relacionar livros com pessoas. Se não devemos julgá-las pela aparência, tampouco somos obrigados à convivência difícil por anos para poder – daí, sim, legitimamente – apontar suas faltas. O livro tem seu título, mas qual seria a medida justa para as pessoas? As mulheres bonitas, por exemplo, são sobrecarregadas com investidas masculinas que lhes ensinam um eficiente método de seleção e descarte, sob o qual, inclusive, já fui inúmeras vezes submetido. Sua resposta é uma rápida e polivalente análise, que vai desde higiene aparente e brancura dos dentes até subliminares expressões corporais e refinamento do humor. Mas qual seria um bom método para o resto de nós?
Há poucos dias, minha esposa me contou sobre a necessidade de irmos a um jantar na casa de seu chefe, e como todos os outros convidados levariam acompanhante, eu tinha de ir. Esse pessoal do ramo financeiro, além de falar em código, cheios de índices, indexadores e estatísticas, relacionam a importância de tudo com seu valor em pecúnia. Trabalham o ano todo como escravos, até tarde da noite, para depois passarem férias de uns poucos dias em lugares elitistas e exclusivos, com o celular do escritório sempre ligado. Esse é o título de um livro que eu não pretendia ler.
Em nome da minha paz de espírito e do amor por minha esposa (nessa ordem), preparei-me adequadamente para o jantar. Camisa bem passada, sapatos combinando com as meias e barba bem feita. Até havia decorado umas piadinhas elegantes para preencher eventual silêncio constrangedor. Minha esposa estava ansiosa, quase aflita, olhava-se muito no espelho e perguntava seguidas vezes se estava bem. Não estava; aquele vestido a deixava um pouco gorducha, mas só um idiota pós-graduado faria esse comentário. “Você está linda! Relaxe!...” era sempre a resposta de indefectível honestidade.
“Se não gosta das pessoas do setor financeiro, por que se casou com uma?” seria uma pergunta razoável. A verdade é que, com relação à minha mulher, eu estou lendo um livro sem ter ainda entendido o título; a história segue um tanto desconexa, mas agora eu quero ver como vai terminar. Por fim ela apareceu já maquiada na sala em que eu a aguardava, perguntou mais uma vez se estava bem, e saímos. Seria uma noite besta e eu estava torcendo para que ao menos houvesse vinho tinto, com sorte um carmenère chileno decente que anestesiaria meu tédio.
Fomos bem recebidos pelos anfitriões e levados até a sala onde os outros convidados bebericavam uísque e cerveja, o que prontamente nos foi oferecido e aceito. As piadas foram úteis em seu tempo devido, aprendi finalmente o que são commodities e, quando fomos chamados para a sala de jantar, eu já estava convencido de que deveria compra ações de indústrias de fibra ótica. A comida estava boa, não serviram nenhuma gota sequer de vinho, e sendo eu um simples acompanhante, pude me manter em relativo anonimato até o final da noite.
Bem, continuei dividindo a mesa com aquelas pessoas e apesar de agora não saber precisar o momento em que aconteceu, notei que a frágil espontaneidade da conversa havia dado lugar a diálogos ensaiados, premeditados. Era quase como uma coreografia falada, onde o passo seguinte de um depende do passo anterior do outro. Não pude continuar vendo neles os sujeitos estreitos e monotemáticos do início da noite porque claramente aquele era apenas um papel desempenhado, além do qual eu não os conhecia. Ao meu ver, cada um deles se comportava como entendia apropriado aos olhos dos demais, e assim todos agiam como acreditavam soar bem, enquanto secretamente abandonavam o que, em verdade, todos eram. A constatação dessa nova realidade não foi reconfortante, mas melancólica: um teatro onde também o público é ator e ninguém sabe onde começa ou termina o palco.
Divagava nesses pensamentos enquanto montava uma instável pilha de ervilhas em meu prato, quando acidentalmente cruzei olhar com minha esposa. Ela já estava me observando, também alheia às conversas, sorriu ternamente e me mandou uma piscadela. Não disse nada, mas salvou minha noite. Ela definitivamente não era um deles.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Tabuleiro de gente



Poderia qualquer coisa posicionar-se dentre os movimentos de um ponteiro se ainda não havia tempo? Ou em um ponto qualquer, se não havia espaço? Certo é que a resposta nunca pôde ser dada por ninguém, presos que estamos com nossas algemas de fitas métricas e ampulhetas. Somente ele sabe como era, e mais ninguém. Nosso infinitamente solitário e entediado Criador.
Quando se decidiu por fazer o tudo, Deus passou então a compartilhar a experiência de existir em nosso tempo e espaço, mas somente quando lhe apraziam – aquelas novas e extravagantes formas de realidade. Um espetáculo que mereceria ser experimentado em todas as suas sutilezas. O nascimento e morte de estrelas e planetas, o primeiro sopro de vida unicelular, cada giro de cada subpartícula atômica: agora tudo seria testemunhado pelo Senhor, que havia forjado algo com que suavizar seu tédio e minimizar sua solidão. Um espetáculo para aplacar as dores de Deus.
Tamanha diligência não pode ser documentada senão por uma fração infinitesimal a ser escolhida, razão pela qual ater-nos-emos ao episódio que interpretamos como uma imprevista falta de paciência de Sua parte.
Ele viu o homem se levantar dentre os outros seres e se tornar maravilha e terror. Presenciou a violação da carne em todas as suas formas e ardis inescrupulosos extirparem conquistas e aspirações. Não Lhe escapou, tampouco, que as mesmas mãos engendravam plantações, postergavam a morte e criavam arte – nossa manifestação que mais O agrada. Pois uma das criações que sempre O intrigaram foi a invenção do diabo, em especial a mitologia acerca do demônio cristão. Pense-se num anjo que, tomado por inveja e arrogância, amotina-se contra seu Mestre, é derrotado e condenado à maior das quedas. Daí não descansa enquanto não arrebanha todas as almas que pode, para então enfrentar seu Pai numa segunda batalha de fracasso também anunciado.
Deus, que tudo podia, era cativado pela história da luta de um anjo repleto de limitações e que, ainda assim, não desistiria de seus objetivos, mesmo que isso representasse sua aniquilação. Tornara-se um admirador da figura do diabo.
Progressivamente desinteressado com as idas e vindas do homem, ciente do quanto são capazes de evoluir nos meios sem se alterarem  em seus valores, o Criador começou a se cansar daquele grão de areia populado de gente inquieta, e Seu aborrecimento trouxe uma mudança surpreendente. Pela primeira vez desde que, num ímpeto de enfado, permitiu que o tudo se criasse, Ele interferiria em rumos alheios. E decidiu-se a fazê-lo para tornar real aquele que mais o divertia em seus pensamentos. Haveria um diabo.
A maneira como esse nascimento ocorreria se tornou o centro de Suas atenções. Talvez procurasse um candidato dentre as piores pessoas de todos os tempos passados e futuros, ou fizesse nascer um anjo para recriar a saga bíblica à risca. Também pensava na extensão do mal que lhe seria permitido causar. Se esse diabo procuraria o mal alheio como um fim em si mesmo, para assim ofender Deus com mais pungência, ou se procuraria seu próprio benefício, atingindo os outros somente por reflexo. O desejo de intromissão repentino, todas aquelas maquinações sobre a criação de um adversário – um joguete, mas ainda assim um adversário, tudo era muito revigorante para Deus, que, enfim, decidiu-se.
O diabo não seria criado; seria aberta a oportunidade para sete candidatos cujos perfis tendessem, cada um deles, para uma das seguintes vertentes: um amigo da fé, um incrédulo, uma prostituta, um sacerdote, um traidor, um político e, por fim, um amálgama, pessoa que abarcasse em si todas aquelas prevalências de forma híbrida – vale dizer, alguém que melhor representasse todas as gentes. Escolhidos os aspirantes, eles teriam um ano para refletir e agir da forma como melhor entendessem para atrair os olhares do único julgador, quando deveriam então responder a duas perguntas: “ainda deseja ser o diabo?” e “do que é capaz para receber esse encargo?”. Selecionar os candidatos era o próximo passo antes que se iniciasse um ano de doce contemplação e entretenimento.
Não é demorada a avaliação de caráter pelo Criador, que conhece de antemão o que fez e pensou cada candidato desde sua concepção, de forma a saber se seus candidatos trazem em si os requisitos para a participação no certame mais peculiar que já se viu. Era necessário que eles tivessem algum grau de crença em Deus – mesmo o incrédulo, ou não emprestariam ouvidos às explicações do Senhor, confundindo-O com um surto de loucura ou – ironia – com as tentações do diabo. Também deveriam ter certa propensão ao mal, afinal, de outra forma, em nada lhes atrairia a proposta. Pois o Criador já tinha – sempre teve – seus candidatos. Quanto a eles, saberiam apenas as regras, e também que havia outros seis com o mesmo desafio.
Sem demora a lista foi completada por pessoas nascidas de todas as partes e momentos, mas um mínimo de informações sobre eles é necessário. O amigo da fé era um pai de família que frequentava sua igreja com crença genuína, mas que, em raras oportunidades, havia se deliciado com covardes episódios em orfanatos corruptos. O incrédulo se conduzia conforme os costumes do povoado em que vivia, pois lhe fugia a abundância de referências religiosas ali despistadas. Era-lhe gratificante enterrar vivos pequenos animais, principalmente pela sensação de impunidade.
A prostituta via na alegria alheia uma provocação. Acostumada a ter clientes embriagados, passou a prendê-los e chamar suas famílias para buscá-los em escândalo. Não fez mais do que isso por falta de coragem, mas lhe sobravam intenções. Ao final acabou morta por um desses clientes, sendo a única dentre os candidatos a ter respondido por seus atos, episódio apagado por Deus para que pudesse participar com os outros seis. O sacerdote era dotado de fé ambígua e parcial; seus sermões, plenos de mensagens de resignação e desesperança. Aos ouvidos de seus fiéis miseráveis, ávidos pela mensagem de que encontrariam na outra vida o conforto que nesta lhes era negado, suas palavras eram sementes de desespero.
O traidor escrevia em um jornal de grande circulação onde atuava com impressionante desenvoltura e carisma, mas fazia-o atraiçoando suas convicções mais basilares, não se negando somente por ambição e preguiça. Com efeito, sua pena era uma arma que reverberava com estrondo, vez por outra envolvendo sangue inocente. O político agia como gostaria que o vissem. Não era corrupto pois detestava a imagem que a sociedade lhe teria se descoberto, mas o pouco que trabalhava por dia representava o muito que sua comunidade deixava de receber, e ele, mesmo tendo contabilizado as mazelas de que poderia poupar seu povo, deitava-se mais cedo todos os dias. Por fim, o amálgama, o mais adequado preposto dos povos. Nada se precisa dizer sobre ele; a humanidade bem sabe como é. Como Deus esperava, por mais atônitos ou céticos à primeira vista, todos ouviram. E então aquiesceram. O ano da competição teria início no dia seguinte.
Durante o passar de todo aquele ano, nem por uma vez Deus deixou de existir em nosso tempo e espaço, tão entretido estava com as reflexões e atos dos competidores. Abordagens foram planejadas das formas mais diversas: houve quem dedicou todo o seu tempo à profunda tortura de uma só pessoa, e também quem tentou arruinar o maior número possível de corpos com um só movimento. Não faltou quem visse com empáfia o mero desmembrar e matar, procurando viciar a mente – com sorte, também a alma? – de quem lhes desse ouvidos. E houve quem não fez nada. A seu termo, encerrou-se a fase de provas e todos foram confrontados perante o Senhor.
“A primeira das perguntas eu faço a todos. Ainda desejam ser o diabo?”, afirmou o Criador diante dos sete reunidos pela primeira vez. Depois de um breve silêncio, a prostituta, seguida pelo traidor, o amigo da fé e o incrédulo, manifestaram-se timidamente com suas desistências e, no mesmo instante, voltaram a viver no segundo anterior ao que deus lhes havia aparecido com a proposta. Se Deus se decepcionou, não se sabe. Logo repetiu a mesma pergunta e ouviu “sim” do sacerdote, do político e do amálgama. Fez então a segunda: “do que é capaz para receber esse encargo?”.
O amálgama, em quem a bondade e maldade não começam nem terminam de maneira clara, foi o primeiro a ter sobre si o olhar do Pai, o que fez os outros calarem. Ele respondeu:
- Por cada momento, durante todo esse ano, o que fiz foi pensar. Pensar sobre a forma mais extravagante de infligir o mal mais severo, em toda a extensão que me fosse concebível. Mas, para alcançar tanto, era necessária uma apurada escolha de vítima, pois a dor certa, ainda que imposta pelo algoz competente, só será devastadora na medida em que se almeja se a vítima tiver muito a perder. Assim, afirmo: eu sei, e por isso ambos sabemos, de tudo o que perco e abandono com esse encargo – toda minha humanidade; reconheço enfim o tipo do amor que um pai tem por seu filho para fazer-lhe tal convite; antecipo os sentimentos que os anos sem-conta me trarão, bem como minha incapacidade em lidar com eles. Pai, eu sei da solidão, e ainda assim aceito o encargo. Do que sou capaz para receber esse encargo? Sou capaz de entendê-lo e aceitá-lo.
O sacerdote e o político sequer chegaram a ser ouvidos.

Maurícios



- Eu esperei que ela saísse de perto das amigas porque tenho medo de falar com mais de uma mulher por vez (sinto-me encurralado). Quando, finalmente, ela se separou das outras e foi em direção à escada que dá acesso à pista de dança, eu segurei levemente em seu braço e falei “oi, posso perguntar seu nome?”. Ela respondeu dizendo seu nome – que eu já esqueci – só que continuou indo embora. Esquisito. Então eu a segui pelos primeiros degraus da escada e falei-lhe de novo “oi, eu estava tentando puxar um papinho com você... Escolhi uma hora ruim?” Ela sorriu e disse “sim”. Foi embora e eu parei de segui-la. Já estava bom, né, Maurício?
- Claro, você tentou. Era bonita, Maurício?
- Não era feia, não. Mas não fiquei especialmente atraído, nem nada do tipo. Mas já eram umas três da manhã e eu ainda não tinha falado com mulher nenhuma, então fui por amor ao jogo.
- E foi só isso?
- Não, depois do primeiro fora, a gente fica mais confiante. Tentei de novo. Dessa vez era uma morena mais bonita e vestia uma regatinha bem sexy. Fui lá e disse “oi, posso perguntar seu nome?”...
Nesse ponto, Maurício me interrompeu.
- Poxa, mas tem abordar as moças sempre com a mesma frase?
- Maurício, a segunda moça ouviu o que eu perguntei para a primeira? – ele fez sinal negativo, mas ainda estava inconformado. – Então qual é o problema? Além disso, é só a introdução; depois a conversa segue o rumo que for. Todo mundo sempre se cumprimenta falando “oi” e ninguém fala em falta de originalidade.
- Tá bom, tá bom... E que rumo tomou?
- Rumo nenhum. Ela falou seu nome, que era Luisa. Então eu disse que, diferente dela, estava sem uma long neck na mão. Poderíamos ir até o bar, onde daria para conversar sem gritaria. Ela disse que queria dançar mais um pouco. Eu rebati: “bom, Luisa, isso pode querer dizer duas coisas: que você quer mesmo dançar mais um pouco e depois a gente sobe, ou que você quer ficar dançando em paz e ponto”. Ela riu um pouquinho e reiterou sua intenção de dançar. Eu a cumprimentei de novo e sai de perto, fazer o quê?
- Mas você tinha que emparedar a moça? Como se dissesse “se eu vou ficar dançando aqui, é bom que você, desde já, me prometa uns cafunés para depois”.
- Não fiz isso, Maurício.
- Fez, sim. Ela queria dançar mais um pouco. Pedisse para dançar ao lado dela; aproveitasse para dizer que ela dança bem, Maurício.
- Maurício, onde você estava enquanto eu falava com ela?
- Ah, eu estava ali ao seu lado, mas estava ocupado.
- Ocupado com nada! Custava dar essas dicas na hora, infeliz?!...
- Ela nem era tão bonita, vá...
- Ora, você prestou atenção o tempo todo, travou de medo, não ajudou em nada e ainda me julga depois. Vá à merda, Maurício!
- Vá você, Maurício. Com suas porcarias de frases feitas; com sua improvisação aleijada.
Então nos calamos. Não gostamos de brigar, na verdade.
- Maurício?
- O que foi?
- Você está bravo ainda?
- Não, está tudo bem, pode falar.
- Desculpe ter cobrado. Eu sou muito pior do que você. Além de não falar nada, ainda espero que você elabore prontamente um soneto às três da manhã para uma desconhecida que nem era tudo isso.
- Esquece, vai...
- Tudo bem, então. E aí? Quando vamos sair de novo?
- Vai querer que eu volte a tomar uns tragos antes de falar com a mulherada? É isso?
- Não, não. Pode ficar assim. Se você não bebe, eu fico acordado até tarde, o que é uma mudança bem-vinda. Ainda é novidade e eu estranho um pouco, mas estou gostando.
- Sabia que eu também não achei ruim? Verdade que não pegamos nada, mas foi legal você estar lá até o final.
- É verdade que eu mais atrapalho que ajudo, mas é só até que a gente pegue ritmo juntos.
- Não tem problema. Mas já que é assim, façamos o seguinte: bole aí umas falas que encaixem em qualquer momento. Assim, quando chegar a hora e você ficar catatônico, eu lembro das suas ideias e mando bala.
- Legal! Legal! Deixa eu pensar... Já sei! Fala assim para ela, ó: “Preciso saber seu nome!”. Ela vai perguntar “por quê?”. Aí, você diz “porque quando eu disser que conheci a mulher mais bonita do bar, vou poder dizer seu nome”.
- Meio forçado, Maurício... Mas não se entregue! O que mais? Vamos lá.
- Tá bom! Tá bom! Que tal assim: “Desculpe ficar encarando você da forma como fiz até agora, mas seu rosto não facilita minha educação”. Com sorte ela vai sorrir, e você segue daí. O que acha?
- Já foi melhor do que a primeira. Se não surgir mais nada até lá, ficamos com essa. Maurício?...
- Oi?
- Você se incomoda em ir dormir mais cedo hoje? Uns amigos estão chegando e eu estava pensando naquelas latinhas que sobraram do final de semana.
- Sem problema. Mas não exagere; não quero ficar hibernando.
- Deixa comigo. Bom descanso, meu amigo.