sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Água



De olhos fechados
Seu toque cálido me envolve
E traz perdão a tropeços tolos
No mais reconfortante abraço

Sua tangibilidade esquiva
Discreta onipresença
Sinto seu frescor tão inerente
E me apequeno em satisfeita inércia

Tenho muitas sedes em sua direção
De água; de paz
São caladas num contentamento equívoco

Tormentos não lhe são estranhos
Mas não acuso, esteja certa
Nada há que seja só benesse

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