sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Em Tempo Ansiolíticos III



Erro em esperar indefinido

A percepção de que sou levado
Não por meus desejos
Acossa-me com novos grilhões

Um novo tipo de distância

O que eu digo não te toca
O que eu ouço não me alcança
Não é muito

Mas a vaidade é

Espaços forjados em dogmas
De velhas bocas ressecadas
Feitas de pétalas e espinhos
Cujo toque redime e acusa    

Conforto e verdade
Envenenados por nossos enganos

Armas poderiam baixar para que olhares vejam
E talvez digam mais do que mal treinadas falas

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