Dentes cerrados e punhos fechados
Procuro rostos serenos e quietos
Mas só me acolhe a imagem de um capacho sujo
Onde a marca de um sapato aponta para a rua
Veria (se em mim houvesse esforço)
Que a terra granulada sorve qualquer água
Mas sou tomado por anestesia certa
Tão minha, tão sua
Encolho meu corpo
Disfarço minha aflição em paz
Moldando o ar em ventre penhe
E afastando o vazio com golpes erráticos
Ao longe (com que não cesso de flertar)
Um farol onde um garoto espera um barco que não voltará
Lembrança que o piorará em homem
Um espelho quebrado em cacos difusos
Corrigidos pela retidão emprestada
De um fio de sangue
Nenhum comentário:
Postar um comentário